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A SORRI no terceiro milênio

Ao pensar que um dos papéis fundamentais das ONGs, enquanto organizações sociais, é influenciar as políticas públicas através do know how acumulado durante anos de trabalho na área de atenção às pessoas com deficiência, a SORRI BRASIL ocupa um lugar significativo em termos nacionais.

Durante toda a sua trajetória, a SORRI BRASIL enfrentou os desafios e transformações propostos pelas mudanças sociais e econômicas, para hoje alinhar-se aos quatro parâmetros fundamentais de modernização e protagonismo exigidos pela sociedade contemporânea. Segundo Domingos Armani, são eles:

  • a ampliação da escala do trabalho, articulando o local com o regional e o nacional e mesmo o internacional ('scalling up');
  • a necessidade de saber desenvolver e tirar proveito das formas de trabalho em rede e em parceria com outras organizações (movimentos sociais, ONGs, poder público, universidades, etc);
  • a exigência por elevado grau de profissionalismo e especialização, condições para uma postura mais propositiva, e a necessidade (...) da experimentação de alternativas e a geração de benefícios concretos para a população.

O projeto SORRI no Terceiro Milênio foi pensado de modo a consolidar estes fatores nas práticas cotidianas de cada unidade SORRI e a fomentar sua ampliação em escala nacional e internacional, visando melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência e a flexibilizar as relações de toda sociedade, através do conhecimento e implementação de parcerias inclusivas.

Este projeto permitirá um abordagem particularizada através da parceria com os municípios, respeitando a característica de cada um deles ao mesmo tempo que o faz de forma articulada, atingindo coerentemente todo território nacional, lançando as bases para a construção de uma franquia social.

O estabelecimento de uma rede social com pequenas células articuladas representadas pelos municípios é a estratégia fundamental para garantir a efetividade da ampliação do sistema SORRI. Os municípios representam o poder mais próximo ao cidadão, e portanto, mais acessível para ver suas ações implementadas, avaliadas e de ser cobrado no cumprimento de suas metas. Esta postura vem ao encontro da legislação brasileira que estabelece que o município deve assumir o desenvolvimento e a implementação de políticas sociais, exatamente por conta da otimização dos resultados.